2 de jul. de 2015 | By: Fabrício

Documentário: Em busca da verdade


A produção, que conta com material inédito, apresenta investigações feitas pela Comissão Nacional e pelas Comissões Estaduais da Verdade e mostra como funcionou a estrutura de repressão no país, como a tortura foi institucionalizada dentro de uma política de Estado e de que forma empresas públicas e privadas financiaram o regime militar no Brasil.


   


Direção: Deraldo Goulart e Lorena Maria 
Duração: 58 min 
Entrevistados: Pedro Dallari, Rosa Cardoso, José Carlos Dias, Maria Rita Kehl, Luiz Cláudio Cunha, Glenda Mezarobba, Adriano Diogo, Ivan Seixas, Amelinha Teles, Nadine Borges, Álvaro Caldas, Eny Moreira, Hildegard Angel,Senador João Capiberibe, Senador Randolfe Rodrigues, Ana Rita e Carlos Fico.
16 de mai. de 2015 | By: Fabrício

Segunda Guerra: o conflito visto em pôsteres soviéticos


Em dezenas de cartazes — muitos deles ricos esteticamente — uma narrativa que ficou esquecida após o fim do socialismo primitivo e da URSS.

As 2 da manhã, horário de Moscou, em 9 de maio de 1945, o locutor de rádio Yuri Levitan declarava: “A Alemanha foi totalmente vencida”. Completam-se hoje setenta anos da derrota nazista na II Guerra Mundial — um conflito em que a antiga URSS exerceu papel crucial. Para se ter uma noção, suas baixas foram 30 vezes maiores que as dos EUA e Grã-Bretanha, somados. A URSS perdeu 25,5 milhões de pessoas, enquanto Inglaterra e EUA, cerca de 450 mil cada (num total de 55 milhões de mortes em toda a guerra).

Até meados dos anos 60, ainda se lembrava do papel fundamental do “exército vermelho” na vitória sobre as tropas do III Reich. O esquecimento é tido por historiadores como reflexo da parceria entre o Pentágono e Hollywood. No final do mandato, o presidente Franklin Roosevelt institucionalizou essa relação com a criação do Office of War Information e convidou os cineastas John Ford e Frank Capra a colocarem seus talentos a serviço das ambições militares estadunidense, traçando uma linha estratégica para disputar a narrativa simbólica no pós-Guerra. Mas se os alemães dominavam o rádio e os Estados Unidos a sétima arte, a URSS era a rainha dos pôsteres. Segue alguns deles:

Deixem voar a bandeira da vitória sobre Berlim.

Defenderemos a “mãe” Moscou.

Aniquilando os invasores!

A pátria mãe chama!


Os panzers alemães não passarão!

Já se voluntariou?

Salve eles, guerreiros do exercito vermelho!


Marchando para Moscou e se arrastando de volta!

Meu pai é um herói, e o seu?

Sim para Frente Unida!

Matando os vermes nazistas!


Sobre a terra, ar e mar.

O exercito vermelho varrerá os alemães para longe!

Nós matamos eles com arma de aço.

Europa será libertada!

Lá vem eles… lá vão eles!

A face do Hitlerismo.

Enxotando o verme nazista!

Fiquem em alerta!
12 de abr. de 2015 | By: Fabrício

África - uma história rejeitada

O documentário África – uma história rejeitada, apresenta a riqueza e a diversidade das muitas histórias africanas, resgatando o legado histórico e cultural das civilizações africanas, bem como as marcas das intervenções árabes e europeias nesse continente.

O vídeo retrata também os mitos que envolvem a construção das muralhas da Grande Zimbabwe que acabou por dar origem na época ao país do Zimbabwe e a construção das cidades islâmicas encontradas na costa africana que eram povoadas pela civilização Swahili.

Acreditava-se que o povo africano ali existente não tinha construído tais gigantescas construções da época, sendo creditado aos homens brancos europeus a autoria das obras, chegou-se até mesmo a acreditar que a construção do local teria sido obra da Rainha de Sabá, contemporânea do bíblico Rei Salomão.

No entanto, hoje o complexo de muralhas da Grande Zimbabwe já é considerado como as ruínas do que teria sido a morada de uma legítima monarquia pertencente a um grande Estado africano que existiu por volta de do asno 1200. Em 1986 o local foi registrado como patrimônio da humanidade pela UNESCO.

O filme relata também sobre a comercialização do ouro e marfim extraídos do interior da África que eram negociados com mercadores da Índia, Arábia e do extremo oriente, o que vieram a resultar nas construções de grandes cidades e portos comerciais na África Oriental.

Essa mistura de povos na África acabou por acarretar na cultura e religião dos povos Swahilis. Pesquisadores europeus encontraram na década de 20 na África Oriental diversas ruínas de cidades com palácios e mesquitas ricamente decorados, cuja construção foram imediatamente atribuídas aos árabes. Hoje, já existem teorias que atribuem aos africanos a construção dessas cidades.

Portanto, diante de tudo que é explicitado no vídeo, é possível compreendermos, fatos e  uma realidade desconhecida por muitos, pois os livros que estudamos a tempos atrás e até hoje em alguns, só nos apresentava  uma África de miséria, de fome, de conflitos internos. A África não é somente pobre, ela possui partes ricas, porém pouco mostrada, fazendo com que os olhos do senso comum se volte para a ideia de ser um continente miserável. Trata-se portanto, de um documentário importante pois contribui para acabarmos com estereótipos que possuímos sobre o continente africano.


27 de jan. de 2015 | By: Fabrício

O sistema político brasileiro


A Codorna Filmes produziu uma série de cinco vídeos com conteúdo didático sobre o sistema político brasileiro. Os episódios são curtos e claros, tratando de diferentes aspectos da organização política brasileira. O primeiro traça um panorama geral do sistema político brasileiro, o segundo trata do Poder Legislativo e o terceiro do Poder Executivo.

O formato curto e didático torna os vídeos um excelente material. A partir deles, é possível discutir temas introdutórios sobre o sistema político brasileiro, bem como propor atividades de pesquisa e aprofundamento sobre o assunto. É também uma boa oportunidade para realizar atividades interdisciplinares ou transversais, destacando temas de Sociologia, de Ética e de Cidadania. Também é possível utilizar os vídeos para trabalhar com a evolução histórica do sistema político brasileiro. Nesse caso, pode-se destacar o lento processo de consolidação do sistema republicano moderno, com a divisão dos poderes e a possibilidade de participação política por meio do voto democrático e livre.

Episódio 1 - O que é isso?



Episódio 2 - Legislativo



Episódio 3 - Executivo



Episódio 5 - Mas... pra que é isso mesmo?



Mas cadê o episódio 4? Pois é, até o momento a produtora ainda não disponibilizou o episódio 4 que irá tratar do sistema judiciário brasileiro. Entretanto, assim que estiver disponível posto para vocês.
19 de out. de 2014 | By: Fabrício

Privatizações: a Distopia do Capital (2014)


O novo filme de Silvio Tendler ilumina e esclarece a lógica da política em tempos marcados pelo crescente desmonte do Estado brasileiro. A visão do Estado mínimo; a venda de ativos públicos ao setor privado; o ônus decorrente das políticas de desestatização traduzidos em fatos e imagens que emocionam e se constituem em uma verdadeira aula sobre a história recente do Brasil. Assim é Privatizações: a Distopia do Capital. Realização do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ) e da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), com o apoio da CUT Nacional, o filme traz a assinatura da produtora Caliban e a força da filmografia de um dos mais respeitados nomes do cinema brasileiro.

Em 56 minutos de projeção, intelectuais, políticos, técnicos e educadores traçam, desde a era Vargas, o percurso de sentimentos e momentos dramáticos da vida nacional. A perspectiva da produtora e dos realizadores é promover o debate em todas as regiões do país como forma de avançar “na construção da consciência política e denunciar as verdades que se escondem por trás dos discursos hegemônicos”, afirma Silvio Tendler.

Vale registrar, ainda, o fato dos patrocinadores deste trabalho, fruto de ampla pesquisa, serem as entidades de classe dos engenheiros. Movido pelo permanente combate à perda da soberania em espaços estratégicos da economia, o movimento sindical tem a clareza de que “o processo de privatizações da década de 90 é a negação das premissas do projeto de desenvolvimento que sempre defendemos”.