Surgiu da necessidade de divulgar informações e oferecer materiais para amigos e alunos terem acesso a um conteúdo diversificado e mais abrangente sobre História. Além de servir como ferramenta, na qual posso expor minhas opiniões.
"O problema das revoluções é que sem os exaltados não é possível fazê-las e com eles é impossível governar."
Joaquim Nabuco, diplomata brasileiro (1849-1910).
CHARGE DO MÊS
A Operação Condor (Plano Condor) é o nome do conhecido plano de coordenação de operações entre as cúpulas dos governos ditatoriais do Cone Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai), juntamente com a CIA (EUA), ocorrida nas décadas de 1970 e 1980. Esta coordenação se traduziu na perseguição, vigilância, prisão, interrogatórios (com tortura física e psicológica), deportação para países e desaparecimento e morte de pessoas consideradas "subversivas" e contrárias ao pensamento político e ideológico compatível com os governos militares destes países. O Plano Condor se constituiu ainda numa organização internacional clandestina para a prática do terrorismo de Estado, que pôs em prática o desaparecimento e assassinato de dezenas de milhares de opositores dessas ditaduras, a maioria pertencente a movimentos políticos de esquerda.
A produção, que conta com material inédito, apresenta investigações feitas pela Comissão Nacional e pelas Comissões Estaduais da Verdade e mostra como funcionou a estrutura de repressão no país, como a tortura foi institucionalizada dentro de uma política de Estado e de que forma empresas públicas e privadas financiaram o regime militar no Brasil.
Direção: Deraldo Goulart e Lorena Maria
Duração: 58 min
Entrevistados: Pedro Dallari, Rosa Cardoso, José Carlos Dias, Maria Rita Kehl, Luiz Cláudio Cunha, Glenda Mezarobba, Adriano Diogo, Ivan Seixas, Amelinha Teles, Nadine Borges, Álvaro Caldas, Eny Moreira, Hildegard Angel,Senador João Capiberibe, Senador Randolfe Rodrigues, Ana Rita e Carlos Fico.
Em dezenas de cartazes — muitos deles ricos esteticamente — uma
narrativa que ficou esquecida após o fim do socialismo primitivo e da URSS.
As 2 da manhã, horário de
Moscou, em 9 de maio de 1945, o locutor de rádio Yuri Levitan declarava: “A
Alemanha foi totalmente vencida”. Completam-se hoje setenta anos da derrota
nazista na II Guerra Mundial — um conflito em que a antiga URSS exerceu papel crucial.
Para se ter uma noção, suas baixas foram 30
vezes maiores que as dos EUA e Grã-Bretanha, somados. A URSS perdeu 25,5
milhões de pessoas, enquanto Inglaterra e EUA, cerca de 450 mil cada (num
total de 55 milhões de mortes em toda a guerra).
Até meados dos anos 60,
ainda se lembrava do papel fundamental do “exército vermelho” na
vitória sobre as tropas do III Reich. O esquecimento é tido por
historiadores como reflexo da parceria entre o Pentágono e Hollywood. No final
do mandato, o presidente Franklin Roosevelt institucionalizou essa relação com
a criação do Office of War Information e convidou os cineastas John Ford e
Frank Capra a colocarem seus talentos a serviço das ambições militares
estadunidense, traçando uma linha estratégica para disputar a narrativa
simbólica no pós-Guerra. Mas se os alemães dominavam o rádio e os Estados
Unidos a sétima arte, a URSS era a rainha dos pôsteres. Segue alguns deles:
Deixem voar a bandeira da
vitória sobre Berlim.
Defenderemos a “mãe” Moscou.
Aniquilando os invasores!
A pátria mãe chama!
Os panzers alemães não passarão!
Já se voluntariou?
Salve
eles, guerreiros do exercito vermelho!
Marchando
para Moscou e se arrastando de volta!
Meu
pai é um herói, e o seu?
Sim
para Frente Unida!
Matando
os vermes nazistas!
Sobre
a terra, ar e mar.
O
exercito vermelho varrerá os alemães para longe!
O documentário África – uma
história rejeitada, apresenta a riqueza e a diversidade das muitas histórias
africanas, resgatando o legado histórico e cultural das civilizações africanas,
bem como as marcas das intervenções árabes e europeias nesse continente.
O vídeo retrata também os mitos
que envolvem a construção das muralhas da Grande Zimbabwe que acabou por dar
origem na época ao país do Zimbabwe e a construção das cidades islâmicas
encontradas na costa africana que eram povoadas pela civilização Swahili.
Acreditava-se que o povo africano
ali existente não tinha construído tais gigantescas construções da época, sendo
creditado aos homens brancos europeus a autoria das obras, chegou-se até mesmo
a acreditar que a construção do local teria sido obra da Rainha de Sabá,
contemporânea do bíblico Rei Salomão.
No entanto, hoje o complexo de
muralhas da Grande Zimbabwe já é considerado como as ruínas do que teria sido a
morada de uma legítima monarquia pertencente a um grande Estado africano que existiu
por volta de do asno 1200. Em 1986 o local foi registrado como patrimônio da humanidade pela UNESCO.
O filme relata também sobre a
comercialização do ouro e marfim extraídos do interior da África que eram
negociados com mercadores da Índia, Arábia e do extremo oriente, o que vieram a
resultar nas construções de grandes cidades e portos comerciais na África
Oriental.
Essa mistura de povos na África
acabou por acarretar na cultura e religião dos povos Swahilis. Pesquisadores
europeus encontraram na década de 20 na África Oriental diversas ruínas de
cidades com palácios e mesquitas ricamente decorados, cuja construção foram
imediatamente atribuídas aos árabes. Hoje, já existem teorias que atribuem aos
africanos a construção dessas cidades.
Portanto, diante de tudo que é
explicitado no vídeo, é possível compreendermos, fatos e uma realidade desconhecida por muitos, pois
os livros que estudamos a tempos atrás e até hoje em alguns, só nos
apresentava uma África de miséria, de fome,
de conflitos internos. A África não é somente pobre, ela possui partes ricas,
porém pouco mostrada, fazendo com que os olhos do senso comum se volte para a
ideia de ser um continente miserável. Trata-se portanto, de um documentário
importante pois contribui para acabarmos com estereótipos que possuímos sobre o
continente africano.
A
Codorna Filmes produziu uma série de cinco vídeos com conteúdo didático sobre o
sistema político brasileiro. Os episódios são curtos e claros, tratando de
diferentes aspectos da organização política brasileira. O primeiro traça um
panorama geral do sistema político brasileiro, o segundo trata do Poder
Legislativo e o terceiro do Poder Executivo.
O formato curto e didático torna os vídeos um excelente material. A partir deles, é possível discutir temas introdutórios sobre o sistema político
brasileiro, bem como propor atividades de pesquisa e aprofundamento sobre o
assunto. É também uma boa oportunidade para realizar atividades
interdisciplinares ou transversais, destacando temas de Sociologia, de Ética e
de Cidadania. Também é possível utilizar os vídeos para trabalhar com a
evolução histórica do sistema político brasileiro. Nesse caso, pode-se destacar
o lento processo de consolidação do sistema republicano moderno, com a divisão
dos poderes e a possibilidade de participação política por meio do voto
democrático e livre.
Episódio 1 - O que é isso?
Episódio 2 - Legislativo
Episódio 3 - Executivo
Episódio 5 - Mas... pra que é isso mesmo?
Mas cadê o episódio 4? Pois é, até o momento a produtora ainda
não disponibilizou o episódio 4 que irá tratar do sistema judiciário brasileiro. Entretanto, assim
que estiver disponível posto para vocês.
O novo filme de
Silvio Tendler ilumina e esclarece a lógica da política em tempos marcados pelo
crescente desmonte do Estado brasileiro. A visão do Estado mínimo; a venda de
ativos públicos ao setor privado; o ônus decorrente das políticas de
desestatização traduzidos em fatos e imagens que emocionam e se constituem em
uma verdadeira aula sobre a história recente do Brasil. Assim é Privatizações:
a Distopia do Capital. Realização do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio
de Janeiro (Senge-RJ) e da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros
(Fisenge), com o apoio da CUT Nacional, o filme traz a assinatura da produtora
Caliban e a força da filmografia de um dos mais respeitados nomes do cinema
brasileiro.
Em 56 minutos de
projeção, intelectuais, políticos, técnicos e educadores traçam, desde a era
Vargas, o percurso de sentimentos e momentos dramáticos da vida nacional. A
perspectiva da produtora e dos realizadores é promover o debate em todas as
regiões do país como forma de avançar “na construção da consciência política e
denunciar as verdades que se escondem por trás dos discursos hegemônicos”,
afirma Silvio Tendler.
Vale registrar,
ainda, o fato dos patrocinadores deste trabalho, fruto de ampla pesquisa, serem
as entidades de classe dos engenheiros. Movido pelo permanente combate à perda
da soberania em espaços estratégicos da economia, o movimento sindical tem a
clareza de que “o processo de privatizações da década de 90 é a negação das
premissas do projeto de desenvolvimento que sempre defendemos”.
A Redenção de Cam é uma pintura a óleo sobre tela realizada pelo pintor espanhol Modesto Brocos em 1895.
A obra aborda as teorias raciais do fim do século XIX e o fenômeno da busca do "embranquecimento" gradual das gerações de uma mesma família por meio da miscigenação. A obra encontra-se conservada no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.
O título é uma referência ao episódio bíblico da maldição lançada por Noé sobre seu filho, Cam, e todos os seus descendentes, conforme relatado no livro do Gênesis. Punindo Cam por zombar de sua nudez e embriaguez, Noé profetizou que o mesmo seria "o último dos escravos de seus irmãos". Os descendentes de Cam seriam os povos de pele escura de algumas regiões da África, além das tribos que habitavam a Palestina antes dos hebreus, serviu por muito como argumento de ideólogos e mercadores para validar, durante o período colonial e ao longo do império, o tráfico de escravos africanos para o Brasil. O pecado de Cam seria, assim, o evento fundador de uma situação imutável e a justa punição divina de todo um povo.
Na obra de Modesto Brocos, em frente a uma pobre habitação, três gerações de uma mesma família são retratadas. A avó, negra, a mãe, mulata, e a criança, fenotipicamente branca. A matriarca, com semblante emocionado, ergue as mãos aos céus, em gesto de agradecimento pela "redenção": o nascimento do neto branco, que será poupado das agruras e das memórias do passado escravocrata.