5 de out. de 2013 | By: Fabrício

25 anos da Constituição Federal brasileira

Neste dia 05 de outubro de 2013, quando a Constituição da República Federativa do Brasil completa 25 anos, trazemos aos nossos leitores o interessantíssimo documentário da TV Senado sobre a construção daquela que ficou conhecida como a "Constituição Cidadã". Convidamos nossos leitores a assistirem o filme inteiro, pois o mesmo, apesar de ser do ano de 2009, nos leva a reflexões necessárias sobre as mudanças sociais, políticas e econômicas que aconteceram no Brasil nesses últimos 25 anos.

30 de set. de 2013 | By: Fabrício

Zâmbia e o seu ambicioso programa espacial

"Vamos à Marte! Com uma astronauta, dois gatos e um missionário."
Assim, diz o recorte de jornal que dá conta do ambicioso programa espacial zambiano, nos anos 60.

Na década de 1960 houve um projeto de converter a República de Zâmbia na máxima potência espacial, à frente dos Estados Unidos e da União Soviética. Para isso foi criado um improvisado centro de treinamento de astronautas, com um ambicioso - segundo o seu diretor Edward Makuka Nkoloso - programa espacial.


Durante a celebração de independência de Zâmbia, um homem abordou o repórter da revista Times que estava cobrindo as comemorações.


O autoproclamado diretor da Agência Espacial Zambiana, Edward Makuka Nkoloso mostra ao jornalista o seu projeto de enviar 12 homens, uma garota de 17 anos e 2 gatos à Marte.


Edward Makuka, professor de ciências de uma escola primária conta ao surpreso repórter estadunidense, com queria enviar um foguete de alumínio com um sistema denominado "Mukwa", baseado em um sistema de catapulta.

Em plena corrida espacial dentro do contexto da Guerra Fria entre os Estados Unidos e da União Soviética o fundador da Z.N.A.S.S.R.P. (Zambia National Academy os Science, Space Research and Philosophy) queria ser o primeiro a chegar não só na Lua, mas sim, ir além e conquistar Marte.

Solicitou apoio econômico ao governo de Zâmbia, no qual, lhe foi negado. recorre então à UNESCO e escreve uma carta que é publicada em um jornal, onde pede 7 milhões de libras zambianas.

Durante o programa espacial os sofridos astronautas se estabeleceram em uma base "secreta" próximo de Lusaka, a capital zambiana, equipados somente com um capacete do exército britânico.


Se revesavam para serem empurrados ribanceira abaixo dentro de tonéis de óleo. Segundo Nkoloso, com esse duríssimo treinamento, se conseguia ter a sensação de falta de gravidade das viagens espaciais. Além disso, durante um tempo Nkoloso acreditou ver com seu telescópio do seu centro espacial, que Marte estava povoada por nativos primitivos. Por isso acrescentou missionários à equipe de astronautas africanos, com a ordem  de não forçar os marcianos a se converterem ao cristianismo.

Apesar do financiamento por parte da UNESCO para seu programa espacial nunca ter chegado, isso não desanimou Nkoloso, que solicitou ainda ao recente governo de seu país (recém independente, já que antes era colônia britânica), a detenção de espiões russos e estadunidenses, por pretenderem roubar os seus "segredos espaciais".

Ao fim, os seus planos fracassaram, já que a jovem astronauta Matha Mwambwa, ficou grávida e foi resgatada por seus pais. O resto da equipe espacial também abandonou o projeto. Anos depois Nkoloso se candidatou para prefeito de Lusaka mas não foi eleito. Ele queria converter a cidade em uma nova Paris ou Nova York .

Apesar de tudo, Edward Makuka Nkoloso nunca abandonou o seu sonho de conquistar o espaço.

Neste arquivo em vídeo, é mostrada a "base secreta'' do programa espacial de Zâmbia e os astronautas sendo submetidos a um rigoroso treinamento: 

27 de set. de 2013 | By: Fabrício

Holocausto

Vítimas do holocausto nazista.

Um dos acontecimentos mais chocantes revelados ao mundo ao fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foi o genocídio cometido pelos nazistas contra judeus, negros, deficientes, ciganos, homossexuais e demais minorias consideradas "inferiores". O extermínio dos judeus, conhecido popularmente como holocausto e chamado de shoah, em hebraico, representou o ápice da intolerância, do preconceito e do racismo.

Antes mesmo da ascensão do Partido Nazista ao poder, já havia grande preconceito contra os judeus.


Mesmo durante a República de Weimar, salas de aula e livrarias estavam repletas de libelos, slogans e símbolos antissemitas. Entre 1918 e 1924, ataques isolados a grupos judeus foram registrados nos relatórios policiais. Em 1920, dois terços dos estudantes presentes na assembleia estudantil da Universidade Técnica de Hannover votaram a favor da exclusão dos estudantes de (origem) judaica da União dos Estudantes Alemães.

Em meio à crise das democracias, o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães conquistava adeptos bradando inflamados discursos contra o "perigo" judaico, prometendo estabilidade da vida social alemã e restauração da Alemanha como grande potência mundial. Nessa época, o Grupo de Munique da União Central de Cidadãos Alemães do Credo Judaico se pronunciou contra o movimento, que os culpava de tudo: dos males do capitalismo, da guerra, dos sofrimentos, da revolução etc. Num brado consciente de revolta, a comunidade judaica alemã deixou seus protestos registrados em um pôster: "Recusamo-nos a ser bodes expiatórios para todas as maldades do mundo". No entanto, suas vozes foram abafadas pelos brados dos nazistas uniformizados que, no final dos anos de 1920, desfilavam pelas ruas de Berlim numa verdadeira demonstração de força.

CARNEIRO, Maria Luiza Tucci. Racismo Nazista: A era nazi e o antissemitismo. In: Jaime Pinsky; Carla Bassanezi Pinsky. (Orgs). Faces do fanatismo. São Paulo: Contexto, 2004. p. 104-5.


Ao assumirem o poder em 1933, os nazistas encontraram uma situação propícia para a disseminação do antissemitismo. Assim, a segregação de judeus e outras minorias se tornou uma política de Estado. Em 1935, as Leis de Nuremberg definiram a "pureza racial" dos alemães utilizando como critério o exame da ascendência genealógica dos indivíduos. Inicialmente os judeus foram segregados em áreas específicas, os guetos, tiveram grande parte de seus bens confiscados e foram obrigados a usar uma identificação, a estrela de Davi, para que fossem facilmente distinguidos dos alemães.

Com o início da guerra, em 1939, os judeus passaram a ser enviados para os campos de concentração e extermínio, onde aqueles que não tinham condições para o trabalho eram executados. Por volta do final de 1942, quando os alemães começaram a ser derrotados, delineou-se mais claramente uma política nazista de extermínio massivo dos judeus, quando milhares deles, de toda a Europa, foram mortos em câmaras de gás. Ao final da guerra, o número de judeus mortos foi estipulado em cerca de seis milhões.

No campo de concentração, os prisioneiros passavam por uma triagem e, depois, eram despidos e tinham os cabelos raspados. Nada de valor poderia ficar com os prisioneiros, até mesmo as próteses e equipamentos mecânicos usados pelos deficientes físicos eram confiscados. Os homens mais fortes eram mandados para campos de trabalho forçado, enquanto crianças, mulheres, idosos e doentes eram executados.

Os prisioneiros também eram submetidos a experiências médicas "científicas", servindo como cobaias humanas. Nessas experiências, eram obrigados a ingerir substâncias tóxicas e soluções contaminadas com bactérias; passavam por transplantes de órgãos; eram expostos a altas e baixas temperaturas com o objetivo de testar sua resistência; além de sofrer esterilizações, amputações e outras atrocidades.

Os campos de trabalho forçado e os campos de extermínio eram interligados por estradas de ferro. Nas proximidades dos campos, eram instaladas indústrias para aproveitar a mão de obra dos prisioneiros, que eram obrigados a trabalhar até a exaustão, sob sol ou frio intenso. Mal alimentados e doentes, tinham que suportar maus-tratos e humilhações, além de testemunhar o fuzilamento de colegas, entre outras atrocidades. As mulheres muitas vezes sofriam violência sexual antes de serem executadas.

No entanto, nem todos os alemães compactuavam com a política do Estado nazista. Embora grande parte da nação alemã aprovasse o governo nazista e a perseguição aos judeus, tendo Hitler como um verdadeiro guia e herói, a maioria desconhecia o que se passava nos campos de concentração e extermínio. Quando o regime caiu e essas práticas foram reveladas ao mundo, o povo alemão sofreu um grande trauma decorrente do sentimento de culpa.

O relato de um sobrevivente

Veja, no texto a seguir, o relato do judeu polonês Solomon Radasky, um sobrevivente do genocídio nazista que pôde reconstruir sua vida, mudando-se para os Estados Unidos em 1950, onde morreu aos 92 anos de idade.


Nasci em Varsóvia, na Polônia. Dos 78 membros de minha família, só eu sobrevivi. Meus pais e meus cinco irmãos foram mortos. minha mãe e minha irmã mais velha morreram no gueto de Varsóvia, em janeiro de 1941, quando disseram aos guardas alemães não possuírem nem peles nem joias, conforme eles haviam solicitado. [...]

Eu trabalhava em uma loja que fazia casacos de lã para o exército alemão. Depois do levante judeu no gueto de Varsóvia, em 19 de abril de 1943, fui enviado ao campo de concentração de Majdanek, perto de Lublin. Ao chegar lá, tivemos de entregar nossas roupas e nos deram camisas e calças listradas e sapatos de madeira. [...]

Quando nos chamavam para o pátio, íamos com nossos sapatos de madeira. Mas, depois que atravessávamos o portão, tínhamos que tirá-los e seguir descalços. Havia pedrinhas no caminho que cortavam nossos pés. Trabalhávamos limpando terrenos. Depois de alguns dias, muitos não aguentavam e caíam na estrada. Se não se levantassem, eram assassinados a tiros ali mesmo. nós tínhamos que carregar os corpos de volta. Se mil tinham saído para trabalhar, mil tinham que voltar.

Solomon Radasky. Fui o único da minha família a sobreviver. Almanaque Abril: II Guerra Mundial: 60 anos. São Paulo: Abril, v. 2, 2005. p. 44. Edição especial: O mundo sob Hitler.

O Revisionismo

Logo após a condenação dos chefes nazistas, surgiram várias versões sobre o holocausto que, se não negavam, pelo menos procuravam reduzir a amplitude do crime cometido contra os judeus. Os autores dessas versões são chamados de revisionistas e, em alguns casos, de negacionistas. Eles costumam ser acusados, principalmente pela comunidade judaica, de serem antissemitas e simpatizantes do neonazismo.

Atualmente, em alguns países, é crime negar ou colocar a realidade histórica do holocausto em dúvida. Na Alemanha, a pena é de cinco anos de prisão, enquanto na Áustria a pena pode chegar a vinte anos. Assim, criou-se um polêmica que está longe de ser resolvida: de uma lado, os revisionistas pedem liberdade de expressão; do outro, agrupam-se os que defendem a criminalização do revisionismo sobre o holocausto como forma de evitar o ressurgimento dos ideais neonazistas.

Na Europa, em países como Alemanha e Áustria, o ressurgimento de admiradores de Hitler, conhecidos como neonazistas, vem assustando a comunidade judaica internacional. 

ASSISTA AO DOCUMENTÁRIO:

Holocausto - A Execução do Mal, 2011.

23 de set. de 2013 | By: Fabrício

O que são Direitos Humanos?

Essa expressão é utilizada para designar uma forma abreviada de mencionar os direitos fundamentais da pessoa humana. Sem esses direitos, ninguém consegue existir, se desenvolver e participar plenamente da vida.

Todos os seres humanos devem ter assegurados, desde seu nascimento, as mínimas condições necessárias para tornarem-se úteis à sociedade, como também devem ter a possibilidade de receber os benefícios que a vida em comunidade pode proporcionar.

A esse conjunto dá-se o nome de ''Direitos Humanos".

Tá difícil? Não conseguiu entender ainda? Não faz mal, acredito que o vídeo a seguir ajudará você compreender melhor o que são Direitos Humanos.

SAIBA MAIS:

19 de set. de 2013 | By: Fabrício

Guerrilha do Araguaia (1967-1975)

Círculo no mapa mostra região da Guerrilha do Araguaia

A Guerrilha do Araguaia foi um agrupamento de militantes contrários à ditadura militar que acreditavam que a revolução socialista só teria sucesso se acontecesse no interior rural do Brasil.

Os militantes, na maioria membros do PCdoB, escolheram a região no sul do Pará, nas divisas entre o Maranhão e Tocantins. A área, de aproximadamente 7.000 km², foi palco de treinamentos e ações dos militantes, que pegaram em armas e criaram um esquema paramilitar para realizar suas operações. Entre 1972 e 1975, a Guerrilha do Araguaia foi alvo de uma grande ação do exército, que queriam reprimir e acabar com o movimento.

Durante as ações militares, os agentes de repressão da ditadura teriam cometido graves violações aos direitos humanos, como prisões ilegais e execuções de guerrilheiros e moradores locais, condenados como “colaboradores”.

Os militares são acusados de sessões de tortura, como estupros e mutilações, além de desaparecimento forçado de diversos militantes.

Estima-se que pelo menos 70 dos desaparecidos políticos no Brasil tenham sido mortos por militares durante as ações de repressão no Araguaia. Entre os que sobreviveram depois da ação militar, está o deputado federal José Genoino, que foi detido em 1972.


SAIBA MAIS:

Reportagem aponta uso de napalm pelo Exército contra Guerrilha do Araguaia:
http://g1.globo.com/politica/noticia/2013/05/relatorio-aponta-uso-de-napalm-pelo-exercito-contra-guerrilha-do-araguaia.html

Monografia destaca o papel das mulheres na Guerrilha do Araguaia:
http://www.gedm.ifcs.ufrj.br/upload/textos/20.pdf

Tese aborda a Guerrilha do Araguaia:
http://www.obed.ufpa.br/pdfs/dissertacao_guerrilha_do_araguaia.pdf

Assista ao documentário - Camponeses do Araguaia: a guerrilha vista por dentro.




Assista ao filme - Araguaya: Conspiração do Silêncio
Direção: Ronaldo Duque
Ano: 2004